quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Como estabelecer regras para parentes cuidarem do bebê



Filosofias de educação

Se você decidiu deixar o bebê aos cuidados de um parente, provavelmente é sinal de que confia em como a criança vai ser tratada. Também é um imenso favor que a pessoa está fazendo para você. Isso não quer dizer, no entanto, que você não deva conversar abertamente sobre alguns assuntos essenciais do dia-a-dia do seu filho e estabelecer algumas regras.


Alimentação: Se seu filho ainda for bem pequeno, diga até quando vai esperar para introduzir alimentos sólidos e especifique a frequência com que a mamadeira deve ser dada. Para crianças maiores, indique doces e guloseimas que prefere não dar. Se achar que vai ser difícil de a pessoa preparar a comida do seu jeito, às vezes a saída é fazê-la você mesmo e mandar pronta.
Sono: A que horas o bebê tira uma soneca? Por quanto tempo? Seu filho mais velho pode dormir à tarde? Dê todos os detalhes e verifique que o ambiente onde a criança vai dormir é seguro e preparado para isso.

Choro: Você deixa o bebê chorar até pegar no sono ou você pega no colo para confortá-lo? Por quanto tempo ele pode ficar chorando sozinho? Este é um assunto controverso, por isso procure abordá-lo com sutileza e lembrar-se de que não há solução mágica. Às vezes vale a pena emprestar à pessoa algum livro que tenha sido interessante para o seu próprio aprendizado.

Atividades: Ajude a escolher brinquedos adequados para a idade do seu filho e discuta abertamente horários de televisão e vídeos. Algumas mães levam brinquedos, filmes e livros de casa para que a criança se cerque de atividades familiares.

Disciplina: Dê exemplos concretos para que seu familiar, mesmo que seja sua própria mãe, entenda como você trata esse delicadíssimo tema. Diga, por exemplo, que é contra que seu filho apanhe, e discuta possíveis punições para comportamentos impróprios.

Caso perceba que há conflito de ideias sobre como cuidar do bebê, seja diplomática e vá com calma. Em muitas situações, você terá que escolher um tema de discussão por vez e deixar para lá incômodos menores.

Para evitar saias justas na família, em vez de dizer na cara dura que não gosta disso ou daquilo, tente colocar a observação como se fosse do ponto de vista da criança -- "O André anda tão ativo que provavelmente gostaria de brincar um pouco lá embaixo no prédio, para gastar energia. O que você acha?".

Converse bastante com quem toma conta do seu filho, não só para saber se as coisas estão sendo feitas do seu jeito, mas também para ouvir ideias ou preocupações da pessoa que o observa diariamente. É normal que nem tudo vá ser como você quer, especialmente se a criança ficar na casa de alguém, onde há uma rotina própria.


Comunicação

Estabeleça uma rotina para se comunicar com a pessoa que toma conta do bebê e saber o que está acontecendo com seu filho. Se tiver disponibilidade, telefone durante o dia e pergunte se ele comeu bem, a que horas dormiu etc., ou pegue o "relatório" quando encontrá-la, no fim do dia.

Se você não encontra com quem cuida do seu filho, uma opção é fabricar uma pequena agenda, parecida com as usadas em berçários, para que o cuidador preencha todos os dias, com mais facilidade. Você pode colocar espaços para informações como: a que horas dormiu e acordou, o que comeu, se comeu bem ou não, se fez cocô, se o cocô estava normal. Aí é só imprimir e encadernar.


Alternativas

Ao contrário de um berçário ou escola, seu parente pode ter alguma emergência ou ficar doente, e você vai ter que se virar sozinha. A responsabilidade de ter um plano B para seu filho é sua, por isso pense em esquemas alternativos desde o começo.


Fonte: http://brasil.babycenter.com/baby/volta-ao-trabalho/regras-parentes/

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