segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Como escolher um animal de estimação


Se você não tinha animais de estimação antes, a especialista em animais Nikole Gipps sugere esperar até que a criança tenha pelo menos 3 anos, para aí sim comprar ou adotar um cão ou um gato. Um dos motivos é que a chegada de um bicho de estimação em casa dá trabalho, e crianças pequenas dão mais trabalho ainda, por isso a confusão pode ser grande demais de uma vez só para a família.

Além do mais, quando o novo mascote chega em casa, sempre há um período de adaptação, durante o qual certamente vão acontecer acidentes.
 É importante, portanto, que a criança tenha certa maturidade para lidar com o comportamento desconhecido do novo animalzinho. E saiba que só dá para contar com a ajuda da criança em relação aos cuidados com o bicho de estimação quando ela tiver no mínimo 7 ou 8 anos.



Outra dica: em vez de um filhote, pense na possibilidade de ter um "jovem adulto", um cão ou gato de entre 1 e 5 anos. Nessa idade, os bichos já estão mais calmos, e ao mesmo tempo não são tão frágeis como quando eram filhotinhos. É uma ótima oportunidade para adotar um bichinho, em vez de comprar.

Quando for adotar, pergunte às pessoas responsáveis pelo animal como é o comportamento dele com crianças. Você pode pegar um sobrinho um pouco mais velho que seu filho "emprestado" para ver como o cachorro ou gato se comporta com uma criança. Se o bichinho já tiver morado em uma casa com crianças (e sem problemas), melhor.

Que tal um teste para você aplicar na hora de conhecer o animal? Veja como ele reage a barulhos altos e a carinho -- que, feito por crianças, não costuma ser muito leve.

No caso de um cachorro, mexa nas orelhas dele, devagar. Apalpe as patinhas, coloque o dedo dentro da boca dele até encostar na língua, mexa no corpo todo. Corra em círculos em volta dele e pule, para ver o que ele faz.

Com gatos, experimente pegá-lo no colo, fazer carinho e mexer nas patas. Você vai precisar de um animal de estimação que aceite esse tipo de manipulação sem ficar nervoso ou assustado demais.

Se o que você tem em mente é um filhote de raça, a dica é prestar atenção no comportamento da mãe e no do pai, se possível. Peça ao canil para vê-los. Se eles forem tranquilos, é provável que os filhotes também sejam.

O temperamento do bicho depende muito mais do próprio animal do que da raça, mas existem certas raças que são mais adequadas. Pesquise sobre a raça e sobre sua necessidade de espaço, exercício e companhia.

Em geral, os labradores, golden retrievers e cocker spaniels são bons cães para a família, porque gostam de muito carinho. Por outro lado, têm bastante energia, e quando filhotes seus dentes são afiados.

Cães de raças pequenas tendem a ser mais frágeis, e às vezes não gostam de crianças, por puro instinto de autopreservação. Mas sempre há exceções. Cães pastores, como o border collie, podem correr atrás das crianças e mordiscar os calcanhares delas -- de novo, podem, mas tudo depende do jeito do animal.

Alguns toques sobre gatos: o mais comum é os machos tolerarem melhor as crianças que as fêmeas. Procure adotar apenas gatos domesticados: pegar um gato adulto da rua, quando há crianças em casa, pode não dar certo, porque é grande a chance de o animal se sentir infeliz.

Lembre-se de, durante a gravidez, tomar precauções extras na hora de trocar a caixa de areia do gato, para evitar a toxoplasmose.

E sempre, sempre supervisionar as brincadeiras do seu baby com o animal até eles se adaptarem. Lembre-se de ensinar a criança o que ele pode e não fazer, afinal, não queremos que o bebê e nem o animal se machuquem.

Obs: Com crianças pequenas, é preciso estar sempre alerta. Um estudo publicado pela revista Pediatrics mostrou que bebês de até 1 ano são as maiores vítimas de mordidas de cães (a maioria cachorros domésticos, que foram provocados sem querer).


Fonte: http://brasil.babycenter.com/toddler/seguranca/bichos-estimacao/

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